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  Colonização
Os primeiros habitantes do Município de Itaara foram os indígenas, a seguir vieram os portugueses e espanhóis, que se fixaram após muitas lutas por disputas de terras onde as divisas do Brasil eram transferidas após cada Tratado que o Brasil e Espanha assinavam.

Em 1857 fixaram-se os imigrantes alemães, eram três famílias e com o visível progresso em 1861, quatro anos após já contava com um a população de 286 pessoas. A maioria dos alemães que aqui se adsorveram pertenciam à religião protestante e, decidiram construir uma igreja no ano de 1869, tendo sido concluída um ano após. Em 1872 é iniciada a construção da Igreja Católica de São José do Pinhal, que seria inaugurada em 1878, tendo como um dos principais fundadores o Sr. Francisco de Paula e Silva.

Em 1885, foram encomendados na Alemanha os sinos para a Igreja protestante. Até, então, não era permitido erguer torres em templos não católicos. Nestes sinos constam inscrições em alemão.

No sino maior:
“Recordações da Família Albrecht – 1885”.
“Louvado seja o Pai, o Filho e o Espírito Santo em seu trono”.

No sino menor:
“Fundimos para a Comunidade do Pinhal em Santa Maria – 1885”.

“A Santa Trindade seja louvada e glorificada eternamente”
No ano de 1904, chega 80 famílias judias, os primeiros a chegar ao Brasil, instalando assim a Colônia Phililippson. Eram refugiados da região da Bessarábia, Província da Rússia, hoje Ucrânia.

Cada família recebeu 25 ha de terra para o cultivo, animais para o serviço de campo, instrumentos agrícolas, sementes e um ordenado mensal. Estas terras, em sua grande parte, foram compradas pela referida Companhia Judaica (Jewish colonization Association – JCA ou ICA, tendo como fundador o Sr. Barão de Hirsch), de Dona Emilia Pereira dos Santos e do Sr. Camilo Barcelos.

Embora não tivessem tradição agrícola sua intenção era desenvolver a economia através da agricultura. Os colonos não foram bem sucedidos, devido a vários motivos: falta de experiências, intempérie, pragas de gafanhotos, invasões em suas terras. Sem novo auxilio financeiro da Companhia, ficaram na miséria e, embora alguns poucos tentassem sem êxito, isso tudo os levou a procurar a cidade onde o comércio era um meio de vida mais adequado a seus hábitos.

As famílias Steimbruck, Brilman e Zelmanovitz adquiriram de seus compatriotas os lotes abandonados e se tornaram os únicos proprietários, acabando mais tarde por vendê-los a Intendência Municipal (que ali construiu a Barragem) e a Brigada Militar (mantêm a fazenda da Brigada).

No decorrer dos anos foram vindos para ao Município descendentes de várias etnias, o que fez de Itaara um Município de origem heterogenia, tendo habitantes com descendência de alemães, judeus, italianos, portugueses, espanhóis e índios.

A diversidade étnica de Itaara é um fator positivo para ser explorado na forma de Turismo sustentável com a gastronomia, a religião e os costumes, sendo propensa à imigração alemã, por ser marcante na história do Município, a judaica por ser a primeira colônia Israelita do Brasil, a italiana que pode ser mais bem explorada com a gastronomia (produtos típicos coloniais e vinhos).
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